O caminho do bem...
Nunca podemos acreditar que somos verdadeiramente bons. Todos nós, em maior ou menor escala, somos culpados.
Somos culpados pelo silêncio que permitiu que a situação chegasse a este ponto. Culpados porque vivemos de “tolerância”, porque nos horrorizamos hoje, mas nos esquecemos amanhã.
É um MAL comum achar que somos únicos, insubstituíveis, invencíveis. Pedimos a Deus que nada aconteça conosco. Falha nossa em ter tamanha pretensão. A morte de cada ser humano nos diminui, porque perdemos parte da nossa humanidade. A cada barbaridade, nos remetemos a um mundo cruel, onde a vida não vale nada. E o silêncio. Estamos acostumados, não é verdade? Aceitamos conviver com o MAL, - desde que ele não nos toque. Entra ano, sai ano, mudam-se governos, e tudo apenas piora. Temos medo. Medo de crianças, jovens, adultos.
Chega de culpar as diferenças sociais, a polícia, o traficante, as milícias, os políticos - nosso silencio e nossa capacidade de esquecer são piores. E o truque é acreditar. Em qualquer coisa que se sinta. E sinto agora que nunca fui verdadeiramente boa. E sou covarde. Queria fugir para longe, onde meus filhos pudessem ser criados num mundo melhor – se é que esse lugar ainda exista.
Escrito por Cris às 13h41
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Norte, sul, Leste ou oeste...
“[...] O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais,
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta, atormentada,
uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudades...sei lá de quê!”
(Florbela Espanca)
Escrito por Cris às 12h50
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Cidade Purgatório da Beleza e do Caos
Até onde precisamos ir para ACORDAR e ver que o RIO se tornou uma praça de querra e alguma coisa tem que ser feita? Não existe bala perdida, exeste bala achada. A vida perdeu seu valor, as pessoas perderam a referencia. Falta Gioconda, com o movimento do CHEGA.
A morte do menino João Roberto,de 04 anos, na Tijuca, foi mais uma brutalidade a nossa segurança. Expôs uma policia despreparada, sem treinamento, critério ou raciocínio lógico. O número de tiros disparados contra o carro da mãe de João Roberto, Alessandra Amaral, foi um exagero sem tamanho. O mínimo que esperamos é que a Policia saiba em QUEM esta atirando. Metralhar o carro de uma mulher com 02 crianças dentro do carro é uma loucura sem tamanho.
E onde ficamos nisso? Com o coraçao na mão, trancados em nossos condomínios, sem querer que nossos maridos saiam pra comprar pão!
Escrito por Cris às 08h11
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