Parto numa viagem
Amanhã (ou hoje ainda) viajo para Pasárgada, a
fim de conversar com o filhodaputa do Rei. Faço relatório na sexta, se o trem
não atrasar. Se acontecer algo grave (uma ponte cair, por exemplo), mando por
mensageiro as notícias. Agora, se o mensageiro for atacado por uma Sucuri, daí
eu me recolherei ao isolamento e darei como consumado o desejo divino: o homem e
sua pena em uma vila imaginária.
Na bagagem, carrego comigo apenas uma foto de
mim mesmo. Tal como o outro, de lanterna em punho andarei por Pasárgada e me
procurar sob a luz intensa do sol. Tenho esperança de que me encontre. E quem
não tem? Quando estiver cara-a-cara comigo, me olharei nos olhos e direi
verdades impublicáveis. Talvez caiam algumas lágrimas. Talvez brotem alguns
amplos sorrisos.
Eu só rezo para não chover, que o caminho fica
mais difícil quando chove.
** Texto do Paulo,
já foi postado no antigo DIAS DE CRISES, mas como vou passar o fds fora, achei
bem apropriavel - além disso hoje estou em liberdade vigiada, chefe demais na
área :o)
Escrito por Cris Mota às 10h26
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Aconteceu comigo, mas poderia ser com você ou qualquer outra pessoa.
Depressão me dava a idéia de frescura, cabeça fraca, invenção de moda. Sempre fui uma pessoa forte, e de grandes conquistas - apto, carro, emprego, família unida, amigos maravilhosos. Por isso foi tão difícil aceitar que algo estava errado comigo.
As coisas foram mudando devagar, passei a me sentir frustrada, incapaz, construindo muros de defesa ao meu redor. Ia a bares encontrar os amigos, e voltava pra casa aos prantos sem saber o por que. Não dormia. Tomava remédios pra qualquer coisa. Achava realmente que tinha que me sentir feliz, pois tinha, e tenho uma vida legal.
É bem verdade que em alguns momentos eu conseguia manter o bom humor, mas de repente meu comportamento mudava, hora agressiva, hora triste demais. Passei a odiar o trabalho, a evitar minha família ou qualquer pessoa que me irritasse com perguntas. Detestava telefone, espelho, a vida - como podia existir tanta gente IRRITÁVELMENTE feliz quando eu me sentia tão um verme de ameba verde.
As coisas pioraram bastante quando me envolvi num acidente de carro, e as cobranças aumentaram – “foi um milagre você sobreviver”, passei a me culpar por não estar feliz por estar viva. Fiquei emocionalmente de cama. E ouvi da minha mãe a frase que fez a diferença: “Sua vida é preciosa, foi presente de Deus para mim, não pra VOCÊ.” Decidi me tratar. E tenho apoio total da minha família, e de amigos maravilhosos:
REGA, que “mudou” pra minha casa para fiquei perigosa a mim mesma;
HILDS, que segurou minha barra profissional, não me deixou largar emprego, que agüentou tantas vezes meus gritos ao telefone;
FRU, que me acolheu e adotou como irmã;
RUBIA,TIVITO, GÃOZINHO, WALL, que foram irmãos, amigos e pacientes comigo quando eu mesma não me agüentava;
LEO, que me socorreu no acidente e sempre esteve do meu lado;
PEDRINHAS, que dançou hula-hula no hospital para divertir as enfermeiras;
AMIGOS E COMPANHEIROS DE TREKKING, que me ligaram e estiveram do meu lado quando eu menos esperava.
A medida que o Efexor vai acumulado no meu corpo volto a vida, aos amigos, ao esporte. Ainda não estou 100%, mas nada se compara com o que passei num passado próximo. Tenho acompanhamento de um psiquiatra e faço terapia 02 vezes por semana. É terrível ter um problema que pode te confundir com alguém fraco ou intelectualmente incapaz, coisa que eu não sou.
Viver é muito perigoso, mas é bom. E eu quero muito viver. E acredito que ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. EU ESCREVO A MINHA ESTÓRIA, e não tenho medo dela.
** Pedro Bial declarou no programa da Marilha Gabriela que toma Efexor todos os dias. Ele é um cara que eu considero bem sucedido. Está na hora de você rever os seus conceitos. Eu também. Ou você acha que muito me honra ter uma doença emocional ? E, principalmente, PROCURE AJUDA se seu quadro for esse, eu sei o que passei.
Escrito por Cris Mota às 10h37
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Trekking, Lavras Novas, Praças e domingos
Só mesmo o Derlan pra me tirar de casa num domingo a tarde pós-trekking ! Porque ufa, que dificuldade encontrar Derlan em BH - rs ! Coisas de agendas. Fomos pro Espetinho II colocar os papos em dia e combinar as proximas festas, já esquematizamos duas por sinal.
No fds teve Trekking em Lavras Novas, Cidade Luz. Fomos com o Maury após o serviço. A prova foi noturna, frrrria (em todos os sentidos), bem traçada (achei a navegaçao inteligente), e fisicamente tranquila. Não sei quantos Kms foram, mas acredito que foram poucos ou eu corri demais - passou rápida. Banho e catuabas para esquentar o corpo, caldos no LOOCO BAR e amanhecer no forro do Fuxico.
A grande roubada: Mauri estava dormindo no carro, a porta do forro fechada, acordou e achou que tinhamos indo embora ou dormir em alguem lugar e - foi embora pra Ouro Preto sem agente !! Caramba, saimos do bar as 6 da manha e CADÊ ele !! Caramba, um frio de lascar, fome e agente na praça pensando o que fazer - ainda com crise de risos daquela de doer a barriga. Por isso e por todas que sempre digo que a Hilds é minha melhor companhia - ainda conseguimos rir de situações dessas !!! Literalmente, "dormimos na praça ".
E como diz a minha mãe: "o sol nasce pra poucos", e ver o sol nascer em Lavras Novas valeu todo o frio !

Arumamos pouso na casa de Marcelo Uai, Mauri voltou de manhã, chegou pão quentinho na padaria, conseguimos rir muito das nossas bobeiras, buteco contar o causo para a galera e receber logo as gozações do dia, ver o resultado da prova de trekking, e ir para o Tripuí assistir a Copa Assistur no Tripui de MTB, cochilada básica em casa e espetinho.
Ufa, e que mundo friiio virou BH céus !
Escrito por Cris Mota às 06h02
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